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É tempo de virose

Sexta, 16 Fevereiro 2018

O Google News Lab, de jornalismo da gigante de tecnologia americana, lançou há pouco o “I’m Not Feeling Well” (Não Estou Me Sentindo Bem, em tradução livre), um projeto que tem o objetivo de investigar como o interesse na internet por determinados temas de saúde muda de acordo com a época do ano. Entre diversos achados, o trabalho revelou um aumento expressivo no número de buscas por palavras como “vômito”, “ diarreia“, “febre”, “dor abdominal” e “enjoo” durante o verão.

Curiosamente, todos eles são sinais de virose, uma condição que estraga viagens à praia, encerra cruzeiros marítimos antes da hora e está relacionada a uma perda produtiva superior a 227 bilhões de reais por ano no mundo inteiro.

O próprio calor, aliás, acelera a decomposição da comida, outro patrocinador do revestrés na barriga.

Antes de mais nada, vale dizer que “virose” se refere a toda infecção por vírus – ao pé da letra, até mesmo a aids pode ser encaixada nessa categoria. Porém, os médicos utilizam o termo para falar das gastroenterites virais.

Seus principais causadores são o enterovírus, o coronavírus e o rotavírus. Eles marcam presença em minúsculos pedaços de cocô ou vômito que ficam na pele após o uso do banheiro. Caso o sujeito não lave as mãos direito, contamina água e alimentos que outros vão consumir e, sem saber, acabarão infectados por esses agentes.

A primeira parada do vírus é o estômago. Ele irrita as paredes do órgão, o que desata a vontade de vomitar. Logo em seguida, o invasor desce para o intestino. Naturalmente, esses incômodos assustam qualquer um e estão entre os grandes motivos de idas ao pronto-socorro, ao lado de traumatismos e dor no peito.

Ficar de olho na hidratação é a regra número um para controlar a gastroenterite. Sobre a dieta, a sugestão é restringir o consumo de gordura e açúcar. Nos primeiros dias, arroz branco, batata cozida, canja e peito de frango grelhado formam um mix ideal.

Se a situação não der sinais de melhora em três ou quatro dias, é bom procurar um médico para ver se não há algo mais sério. Se observar sintomas graves, como sangue e pus nas fezes, garganta inflamada, olhos fundos, pele seca, prostração, pressão baixa e pouca vontade de urinar, procure um médico imediatamente.

Fonte: Revista Saúde