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Em um ano, novos casos de HIV aumentam 4,1% no país

Domingo, 03 Dezembro 2017

Boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira, quando se comemora o Dia Mundial de Luta contra a Aids, mostra aumento de 4,1% no número de casos de HIV notificados em 2016 no Brasil. Foram 37.884 pessoas diagnosticadas com o vírus no ano passado, ante 36.360 em 2015. No Rio de Janeiro, o crescimento foi ainda maior, de 19,3%, com um salto de 3.218 para 3.842 registros no mesmo período.

Já os casos de Aids, ou seja, quando a pessoa com HIV adoece devido ao aumento da carga viral, caíram de 39.860 para 38.090 entre 2015 e 2016. Houve também uma queda na mortalidade nos últimos dois anos, quando a taxa de óbitos por 100 mil habitantes passou de 5,3 por 5,2.

Uma análise da última década aponta tendência de queda de casos em mulheres e aumento entre os homens. Em 2006, a proporção era de 1,5 homem diagnosticado para cada mulher. Em 2016, essa relação passou a ser de 2,2 casos na população masculina para um registro na feminina.

Os dados acendem um sinal vermelho para a doença entre adolescentes. A faixa etária com maior taxa de detecção foi a de homens de 15 a 19 anos, passando de 2,4 casos por 100 mil habitantes em 2006 para 6,7 casos em 2016. O aumento entre as meninas na mesma idade também foi acentuado: 3,6 casos para 4,1 por 100 mil habitantes na última década.

Nas mulheres idosas, com mais de 60 anos, também foi constatado aumento considerável, de 5,6 para 6,4 casos por 100 mil habitantes. Já entre os homens, a faixa de jovens com 20 a 24 anos teve salto da doença, de 16 casos de Aids por 100 mil habitantes para 33,9 casos de 2006 a 2016.

O documento do governo alerta para a forma de transmissão da doença, que cresce entre homens que fazem sexo com homens. Em 2016, 51,5% dos novos casos de HIV na população masculina com 13 ou mais de idade foram entre homossexuais. Essa taxa era de 32% em 2007.

A detecção de Aids entre crianças de até cinco anos teve um leve crescimento, de 2,3 para 2,4 por 100 mil habitantes entre 2015 e 2016. Foram, ano passado, 349 meninos e meninas dessa faixa etária diagnosticados com a doença.

Apesar das campanhas de prevenção a AIDS orientar sobre o uso de preservativos, mais pessoas recorrem às pílulas de profilaxia pré exposição ao HIV.

Matéria: Drª Wilma Nucada

Fonte: O Globo